A última luta do maior lutador da história do MMA: o que podemos tirar de lição para a defesa pessoal? – InfoArmas


Anderson Silva (46 anos), foi o melhor lutador de MMA de todos os tempos, não tem como não citar “Spider Silva” quando o assunto é este. Sua criatividade, facilidade, movimentação e genialidade de lutar inspirou milhares de lutadores e fãs. Popularizou o esporte, criando gerações de lutadores mais competitivos e ecléticos como os campeões do UFC Jon Jones e Israel Adesanya.

Em sua última luta contra o “striker” Uriah Hall (36 anos), mostrou-se ainda capaz de dar trabalho a qualquer lutador, apesar de sua idade já avançada e seus movimentos mais lentos. “Mesmo mais lento do que em seus anos áureos, o ‘Spider’ surpreendeu com combinações de golpes de média e curta distância que por vezes obrigaram Hall a andar para trás…” – escreveu o site UOL Esportes. Hall se manteve na defensiva e até foi respeitoso com o Anderson, já Anderson teve mais inciativa principalmente no 1º e 2º round onde colocou um ritmo na luta.

Mas o que podemos aprender com essa luta incrível dentro da defesa pessoal?

Primeiro, vamos definir defesa pessoal para uma melhor compreensão. Esta é considerada um conjunto de vários métodos/estilos marciais que têm como finalidade neutralizar um ataque violento imediato para o cometimento de um crime ou uma agressão injusta. As técnicas de defesa pessoal têm origem nas artes marciais tradicionais e algumas dessas técnicas foram adaptadas de forma mais simples, para que pessoas comuns pudessem defender-se de ataques violentos.

Algumas escolas modernas de defesa pessoal utilizam técnicas e táticas de artes marciais esportivas, como o Jiu-Jitsu, Boxe, Muay Thai, MMA, etc. Porém nem todas são voltadas para a realidade da violência. Os cursos comercializados atualmente vêm sendo orientados para se ter uma maior eficácia na defesa pessoal e são otimizados para as situações que ocorrem no mundo real.

Veja que comparando a defesa pessoal ao MMA podemos observar de uma maneira analítica, que diversas situações que ocorrem no octógono podem sim acontecer na rua. Em consequência disto, podemos adaptá-las e acrescentar para o nosso arsenal de técnicas e táticas usadas. Se um lutador de alto nível aplica certas habilidades contra outro lutador no mesmo nível, ou maior, e funciona, por que iremos dispensar tal habilidade ou tática?

Por trás dessa luta, tem muita estratégia, plano, técnica, tática, mentalidade e preparação que passam despercebidas por nossos olhos. Citarei abaixo as mais pertinentes de acordo com a defesa pessoal.

“Experiência é algo que você obtém logo depois que você passa por ela!”. Anderson Silva com muita classe mostrou que a experiência faz a diferença em uma luta. E na defesa pessoal também precisamos dela. Não podemos ser ingênuos em acreditar que o criminoso é um “banana” ou um amador. Muitos destes indivíduos perigosos já tiveram experiências que nem um policial teve em toda sua carreira. Então procure um treinamento que te traga experiências valiosas, que irá fazer a diferença num confronto real e violento.

“O guerreiro invencível tem uma defesa forte, mas as chances de vitória, esta no ataque.” Hall foi defensivo em grande parte da luta, e isso tem um motivo. Seus contra golpes! 75% de suas 16 vitórias foram por nocautes e a maioria por socos conectados na cabeça (quando falo cabeça, estamos falando de toda a parte legal que pode ser atingida). Ele economizou suas energias e se manteve na defensiva. Movimentou-se constantemente e foi preciso nos golpes lançados. Dos 112 golpes lançados acertou 62. Quando ocorre uma luta contra uma ameaça, não podemos desperdiçar golpes, devemos ser mais defensivos que ofensivos, aceitar uma luta franca com quem você não conhece é subestimar seu inimigo e se expor a vários resultados negativos. Por exemplo, ser nocauteado na “trocação”. Timing, distância e técnica são primordiais para uma boa execução de golpes.

“O que você pratica será o seu comportamento na luta”. Esta frase pode até parecer “clichê”, porem é a verdade. Anderson praticou algumas vezes o back kick/ushiro geri/tit tchagui, ou como queira chamar, que nada mais é que um chute giratório no estômago ou na cabeça. O lutador Hall também adora esse chute, tanto que tem um nocaute espetacular no “Ultimate Fighter 17”. Ambos os lutadores fizeram esse chute durante a luta e repetiram algumas vezes. Claro que numa situação de rua eu não aconselharia a você usar esse tipo de golpe.  Temos que ter ciência do que é praticável na vida real e sua eficiência. Técnicas indevidas, surreais ou plásticas podem te levar para uma derrota fatal. Cuidado com o que você pratica, você pode ficar muito bom em algo muito ruim. Não há nada tão inútil quanto fazer eficientemente o que não deveria ser feito não é mesmo?

A forma de lutar não se baseia em algo pessoal ou na imaginação. Ela não tem contornos surreais, ela se apresenta verdadeiramente. A maneira que pensamos sobre a defesa pessoal influencia nosso comportamento dentro dela. As nossas experiências refletirão nas nossas decisões que podem ser positivas ou negativas. A Defesa Pessoal mudou com o tempo entretanto ainda existem ensinamentos e doutrinas que sua formação estrutural marcial tem origens antigas.

Não é uma critica, muito pelo contrario, inúmeras técnicas antigas ainda são utilizadas não só na defesa pessoal como em lutas desportivas como por exemplo o famoso “Hadaka jime” conhecido popularmente como Mata-Leão, golpe de estragulamento que restringe a circulação sanguínea. Técnica usada nas artes marciais nipônicas, realizada pelas costas do oponente, no judô e no jiu-jitsu esta na categoria Shime Waza. Sua origem vem da antiga arte marcial de Jujutsu “Kyto-Ryu” criada no Japão, período Edo, Século XVII, com descendência do estilo Fusen-Ryu.

Em conclusão, observe se suas técnicas estão de acordo com sua realidade, e se são aceitáveis, caso não haja uma coerência com o contexto procure adaptar.

Pense nisto e bom treino!






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