Apreensão de armas ilegais recua 45% no Grande ABC – Diário do Grande ABC


Apesar de a venda de armas novas controladas pela PF (Polícia Federal) ter aumentado 238,6% entre 2017 e 2020 no Estado de São Paulo (passando de 2.714 para 9.191 novas aquisições), conforme mostrado ontem pelo Diário, o número de artefatos ilegais apreendidos pela PM (Polícia Militar) vem caindo há quatro anos seguidos. Em todo o Estado, a redução foi de 32,1% entre 2016 e 2020. Já no Grande ABC o recuo foi de 44,7% (veja dados na tabela).

Comandante do CPAM/6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6) – que responde pelo Grande ABC –, o coronel Renato Nery Machado explica que existem muitas armas ilegais em circulação, no entanto, ressalta que a PM tem realizado operações visando o combate a crimes patrimoniais, com relativo sucesso na apreensão dessas armas ilegais.

Sobre a queda nos números, o coronel acredita que seja reflexo do trabalho dos profissionais de segurança pública. “Estamos retendo muitas armas, com isso, se menos armas ilegais estão sendo localizadas, demonstra tendência de que estão saindo de circulação”, explicou Nery.

Apesar dos dados oficiais, para o professor de direito e coordenador do Observatório de Segurança Pública da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), David Siena, o aumento de armas de fogo em circulação pode acarretar em acréscimo de unidades ilegais.

“Minha preocupação reside no fato de que, segundo a literatura, em todo lugar onde há o aumento no número de armas legais, cresce também o de armas ilegais. Se já temos muitos artefatos irregulares no Brasil, a perspectiva é que esse número suba ainda mais”, pontuou. “É fácil imaginar que muitas armas legais serão objeto de furtos e roubos, e chegarão nas mãos dos criminosos com maior facilidade”, alertou o especialista.

Pesquisador do Seviju (Grupo de Pesquisa em Segurança, Violência e Justiça) da UFABC (Universidade Federal do ABC), Carlos Augusto Pereira de Almeida pontuou que o mesmo decreto que flexibilizou a compra e o porte de armas de fogo, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em janeiro de 2019, aumentou a quantidade de armamento que o cidadão com mais de 25 anos pode ter (até quatro armas).

“Antes, se a pessoa só podia ter uma, as outras três seriam ilegais. Então, aumentou o número de armamento que foi tornado legal, o que pode ter impactado na redução das apreensões”, avaliou Carlos Augusto.

O pesquisador destacou que não são apenas as armas que constam nas estatísticas sobre apreensão, mas também as munições. “Se o material não tiver a documentação de posse e porte, se não houver registro, tudo vai ser apreendido. No caso de armas com a numeração raspada, ela se torna restrita e, nesses casos, o cidadão não terá direito a fiança”, detalhou.

(Colaborou Aline Melo) 






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