Bolsonaro libera fuzis do Exército para seguidores enquanto há recorde de mortes pela Covid-19 no Brasil








Fuzis 7.62 e 5.56 agora também para civis. Sem rastreamento, vão parar nas mãos das milícias e do narcotráfico. É o investimento na guerra civil
Imagem: Reprodução

Da Coluna de Reinaldo Azevedo no UOL.

Num dia trágico para a saúde dos brasileiros como esta quinta-feira, não se diga que o presidente Jair Bolsonaro não está preocupado com a morte. Está, sim. Ele decidiu que a Imbel, a indústria de armas subordinada ao Exército brasileiro, pode vender para privados fuzis 5.56 e 7.62. Até agora, tais armas eram privativas das Forças Armadas e das polícias. Em tese, e só em tese, eles só podem ser comprados para caça, treino e proteção da propriedade rural.

Quem garante que a arma fica com o comprador? Ninguém. Por intermédio da Portaria 62, Bolsonaro revogou o rastreamento de armas e munições no país. Caso continue em vigor — há uma ação do PSOL no STF contra a medida —. fuzis vendidos pelo Exército Brasileiro poderão cair nas mãos das milícias e do narcotráfico sem qualquer controle. Em outra portaria, do dia 23 de abril, o presidente multiplicou por 33 a quantidade de munição, também não rastreável, que pode ser comprada por civis: de 200 unidades por ano para 550 por mês.

Na famosa reunião ministerial de 22 de abril, Bolsonaro deixou claro que tem a intenção de armar a população para uma eventual guerra civil em nome do que ele chama “liberdade”. Seu plano subversivo está em curso. Nesse caso, parte das armas com que pretende que brasileiros façam correr o sangue de brasileiros terá origem no Exército.

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