Intenção de compra de arma salta 75% nos EUA e deve crescer ainda mais com Biden | Internacional e Commodities


A procura por armas de fogo nos Estados Unidos teve um salto de 74,7% entre julho e setembro na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com o NICS (Sistema Nacional de Verificação Instantânea). Com a eleição de Joe Biden para a presidência americana, esse movimento deve ganhar força, como costuma ocorrer em momentos de troca de poder nos Estados Unidos.

O NICS é o índice que mede a intenção de compra de armas no território americano e somou 5,165 milhões de consultas ao sistema no terceiro semestre. O NICS checa – de forma on-line – se o cidadão americano pode comprar armas e de que tipo e calibre.

Salesio Nuhs, presidente da Taurus Armas, explica que esse é um movimento percebido como natural no mercado americano de armas, que costuma buscar por esses produtos nos momentos em que sente ameaçado de alguma forma.

A intenção de compra bateu o recorde de 15,5 milhões de consultas ao NICS de janeiro a setembro, no maior volume já alcançado para esse período. Levantamento da Giffords, organização americana de defesa do controle de armas, mostra que cerca de 40% das compras de armas feitas durante a pandemia foram realizadas por pessoas que nunca haviam adquirido armas de fogo.

No primeiro trimestre, o aquecimento do mercado de armas pessoais ocorreu principalmente no mês de março, com a maior disseminação do novo coronavírus em território americano. Em maio, as manifestações antirracistas após a morte do segurança negro George Floyd durante abordagem violenta da polícia de Minneapolis (EUA) também acenderam no consumidor americano a intenção de comprar armas.

No terceiro trimestre deste ano os receios relacionados à pandemia de covid-19 e os protestos continuaram a levar ao aumento da procura por armas. A proximidade da eleição presidencial impulsionou ainda mais um mercado já aquecido.

“Acreditamos que, a exemplo do que ocorreu na eleição do então candidato Barack Obama à Casa Branca em 2008 e 2012, quando houve aumento considerável na procura por armas de fogo quando comparados aos anos anteriores à eleição, esse efeito deverá acontecer também agora em 2021″, escreve Salesio Nuhs em comunicado de divulgação de resultados do terceiro trimestre.

De acordo com um relatório da empresa de pesquisa de mercado norte-americana Southwick Associates, mais de 24 milhões de americanos acreditam que provavelmente comprarão sua primeira arma de fogo nos próximos cinco anos.

Nuhs explica que, historicamente, há aumento na procura por armas nos anos posteriores à eleição de um candidato democrata para a presidência americana. O receio dos americanos é de que, com a mudança de partido no comando do país, ocorra alguma mudança nas regras para aquisição de armas.

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O executivo conta que o plano de governo apresentado por Joe Biden em sua candidatura sinaliza a preocupação dele com armas automáticas, mercado em que eventualmente pode ter mudanças, e também sinaliza a intenção de aumentar impostos para fabricantes desse tipo de armamento.

Não é o caso da Taurus, que não possui modelos automáticos. Assim, Nuhs avalia que o cenário que se desenha é positivo para a Taurus Armas, que detém 15% do mercado de armamento civil americano – o maior do mundo.

Embora não atinja os negócios da empresa, o executivo acha difícil mudanças drásticas nas leis americanas nesse sentido.

“A Constituição norte-americana, na sua Segunda Emenda, garante ao cidadão americano o direito à posse de armas de fogo para se proteger. Consequentemente, possíveis restrições ao controle de armas precisam passar pela aprovação da maioria na Câmara e no Senado e, caso o mandatário vete o projeto, as Casas podem anular o veto ao fazer uma nova votação e obter aprovação por dois terços em cada uma delas. Nesse caso, seria preciso que Democratas e Republicanos convergissem para um acordo, o que praticamente inviabilizaria um movimento mais forte de restrição às armas nos Estados Unidos”, explica.

As vendas da Taurus nos Estados Unidos somaram 383,1 mil unidades no terceiro trimestre, alta de 35,2% ante o mesmo período de 2019. De janeiro a setembro foram mais de 1 milhão de armas vendidas nos Estados Unidos, volume 23,3% superior a igual período de 2019.

Loja de armas nos EUA — Foto: Getty Images




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