Mato Grosso do Sul decreta situao de emergncia


Reproduo/Redes Sociais

O nmero de focos de incndio o maior no Mato Grosso do Sul desde 1998, quando o Inpe passou a monitorar as queimadas


O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), decretou nesta segunda-feira (14), situação de emergência em razão dos incêndios no Estado. Ao menos 79 Municípios sul-mato-grossenses e 1,4 milhão de hectares foram atingidos, incluindo áreas de proteção ambiental e de preservação permanente. O Pantanal é o principal bioma ameaçado.

“A situação de emergência vai durar por 90 dias. Isso fortalece ações conjuntas das Defesas Civil estadual e federal. Planos de trabalho vão nortear as ações de combate aos incêndios florestais em todos os 79 Municípios, incluindo questões financeiras, de contratação de brigadistas, aluguel de aeronaves e até de custeio a equipes de outros Estados que virão trabalhar. É uma ação conjunta”, disse Azambuja.

O decreto ainda faz menção ao aumento de atendimentos em unidades de saúde por doenças relacionadas à qualidade do ar, “com registro de elevação substancial dos casos”.

Com a determinação, ficam dispensados de licitação contratos de aquisição de bens necessários às atividades de resposta ao desastre e de prestação de serviços e de obras relacionadas à operação, desde que possam ser concluídas em prazo máximo de 90 dias.

Os incêndios estão destruindo a vegetação nativa no Pantanal, vitimando também a fauna. O número de focos de incêndio é o maior no Mato Grosso do Sul desde 1998, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) passou a monitorar as queimadas. A situação também é grave no Mato Grosso e em regiões amazônicas.

PF investiga responsáveis por queimadas no Pantanal

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (14) a Operação Matáá, para apurar a responsabilidade criminal pelas queimadas na região do Pantanal Sul. Cerca de 31 agentes cumprem 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Corumbá e Campo Grande para investigar supostos envolvidos com queimadas que devastaram mais de 25 mil hectares do bioma pantaneiro, atingindo áreas de preservação permanente e os limites do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense e da Serra do Amolar.

Agentes periciaram as áreas afetadas pelas queimadas e ainda ouviram uma série de envolvidos. As ordens de busca cumpridas foram expedidas pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Corumbá e as diligências foram feitas em fazendas nas margens do rio Paraguai. Em razão da impossibilidade de voo por causa da fumaça das queimadas, os agentes chegaram até os locais em barcos, informou a PF.

Ao longo da operação, foram apreendidos celulares e documentos. Na casa de um proprietário rural em Corumbá, foram encontradas armas não registradas. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

A Polícia Federal informou que, por meio da análise de imagens de satélites e o sobrevoo das áreas, foi possível identificar o início e a evolução diária dos focos de queimadas da região. Segundo Alan Givigi, chefe da delegacia da PF de Corumbá, as imagens apontaram que os incêndios se iniciaram em fazendas isoladas com indicativos da utilização do fogo como um meio de limpeza de pastos destinados à agropecuária.

Segundo a corporação, o nome da operação, ‘Matáá’, significa ‘fogo’ no idioma guató e faz referência aos índios pantaneiros Guatós que vivem nas proximidades das áreas atingidas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de dano à floresta de preservação permanente, dano direto e indireto a Unidades de Conservação, incêndio e poluição, cujas penas somadas podem ultrapassar 15 anos de prisão, informou a PF.





Escrito por:

Estado Contedo







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