MPE: casal deve entregar armas e ter registro do Exército suspenso


O Ministério Público Estadual (MPE) pediu à Justiça que determine ao empresário Marcelo Cestari e sua esposa, Gaby Soares de Oliveira Cestari, que entreguem todas as armas de fogo e apetrechos de recarregamento de munição que possuem.

 

O MPE também requereu a cassação definitiva dos seus registros de atiradores e colecionadores, que está temporariamente suspenso pelo Exército Brasileiro.

 

Marcelo e Gaby Cestari são pais da adolescente que atirou e matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, em julho, em Cuiabá.

 

O casal foi denunciado pelos crimes de homicídio culposo, entrega de arma de fogo a menor, fraude processual e corrupção de menores. Já Marcelo Cestari vai responder sozinho por posse ilegal de arma de fogo (leia mais AQUI).

  

O conteúdo probatório dos autos comprova que, era comum e corriqueiro os denunciados efetuarem as manutenções de suas armas de fogo em local inadequado

Na denúncia, o promotor Milton Pereira Merquiades afirmou que os autos demonstram de forma muito clara que o casal sempre agiu de forma totalmente “desidiosa” e “violadora” de seus deveres como caçadores, atiradores e colecionadores de armas

 

“Afirma-se isso porque, o conteúdo probatório dos autos comprova que era comum e corriqueiro os denunciados efetuarem as manutenções de suas armas de fogo em local inadequado, quase sempre na sala da residência, com a presença de outras pessoas no local, inclusive seus filhos menores”, diz trecho da denúncia.

 

Ainda segundo o promotor, as armas de fogo do casal eram guardadas num móvel com altura máxima de 1 metro, propiciando acesso fácil às armas por parte de seus filhos.

 

“Consta ainda informações que até o manuseio de matéria-prima para o recarregamento de cartuchos e munições eram feitos sem os cuidados devidos, chegando, inclusive, a ocasionar um incêndio naquela residência, com sérios riscos a integridade dos próprios denunciados e filhos”, diz trecho outro do documento.

 

A denúncia foi encaminhada para a 8ª Vara Criminal de Cuiabá.

 

O caso

 

O caso aconteceu no dia 12 de julho no Condomínio Alphaville, na Capital.

 

Isabele foi atingida com um glock“>tiro no rosto, por uma arma que estava sendo segurada pela amiga da mesma idade.  

 

A perícia de necropsia, produzida pelo Instituto de Medicina Legal (IML), apontou que o disparo foi realizado no rosto da adolescente, a curta distância, e causou traumatismo crânio-encefálico.   

 

À Polícia, a adolescente que atirou disse que foi em busca da amiga no banheiro do seu quarto levando em mãos duas armas.

  

Em determinado momento, as armas, que estavam em um case, caíram no chão. “A declarante abaixou para pegar os objetos, tendo empunhado uma das armas com a mão direita e equilibrado a outra com a mão esquerda em cima do case que estava aberto”, revelou a menor em depoimento.

 

“Que em decorrência disso, sentiu um certo desequilíbrio ao segurar o case com uma mão, ainda contendo uma arma, e a outra arma na mão direita, gerando o reflexo de colocar uma arma sobre a outra, buscando estabilidade, já em pé. Neste momento houve o disparo“, acrescentou.

 






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