Prévia das urnas fortalece centrão e é positivo para reformas, diz consultoria | Brasil e Política


As pesquisas de boca de urna trazem resultados mais ou menos dentro do esperado e demonstram que os partidos do centrão devem sair politicamente fortalecidos das eleições municipais. A avaliação é do cientista político Luciano Dias, da CAC Consultoria, para quem o resultado é positivo para a agenda de reformas econômicas que espera parlamentares em Brasília nesta semana.

“Olhando os principais resultados, é possível notar que os partidos premiados são do centrão”, disse Dias, que coloca o PSDB junto com DEM, MDB e outras legendas.

“Essas legendas vão entender que não estão ameaçadas nem pela esquerda nem pelo presidente Jair Bolsonaro, que deu hoje mais uma prova de que não é ameaça ao sistema. Não vão sentir necessidade de tomar atitudes mais populistas ou ter medo das reformas”, acrescenta.

Pelo contrário, o cientista político acredita que esses partidos já devem estar fazendo as contas para subtrair cadeiras do PSL no Congresso, “mais ou menos na linha do que [o presidente da Câmara, Rodrigo] Maia (DEM-RJ) disse há pouco”. Após depositar seu voto, o parlamentar disse que as eleições municipais devem devolver Bolsonaro “ao tamanho normal” de sua base de apoio.

Embora os resultados não sejam definitivos, Dias entende que mesmo onde haverá segundo turno, a eleição caminha para resultados previsíveis. Em São Paulo, por exemplo, haverá o confronto de um candidato “mais à esquerda do PT” – Guilherme Boulos (Psol) contra um prefeito do PSDB, o que indica baixa chance de reviravolta.

A maior dúvida até o amanhecer de hoje, diz, era sobre a viabilidade de Marta Rocha (PDT) no Rio de Janeiro – a única que era competitiva contra Eduardo Paes (DEM) no segundo turno, segundo as pesquisas de opinião. Este cenário, no entanto, está basicamente descartado com a vantagem aberta pelo prefeito Marcelo Crivella (Republicanos).

Outra lição que pode se tirar dos resultados preliminares é que o eleitor premiou o bom gestor, que soube lidar com os efeitos da pandemia, inclusive sendo mais duro nas medidas de restrição adotadas.

“Claro que este não é um teste estatístico, mas se olharmos para os exemplos mais sintomáticos – Florianópolis, onde houve suspensão do uso das praias, Belo Horizonte, que houve fechamento do comércio, ou o sistema de bandeiras em Curitiba -, essas cidades devem manter seus prefeitos. Já os prefeitos de cidades que tiveram postura mais ambígua – o Rio de Janeiro, por exemplo, estão sendo punidos.”

Sobre o saldo da eleição para Bolsonaro, Dias diz entender que ele não pode ser cobrado ou elogiado pelo desempenho de nenhum candidato apoiado por ele, uma vez que este apoio foi bastante pequeno.

“No Brasil, a única forma do presidente ser cobrado é tendo partido e Bolsonaro não tem um”, comenta. Por outro lado, a postura do chefe do Executivo é outra prova de sua baixa capacidade estratégica.

“Prefere defender o ponto de vista errôneo, se agarrar a candidato que vai perder, a ter um plano mais consequente”, diz. Essa consciência, diz, deve deixar os partidos de centrão ainda mais tranquilos para administrar o próximo ciclo eleitoral.

(Conteúdo publicado pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor)




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